sábado, 4 de janeiro de 2014

Observações importantes sobre a anamnese na consulta optométrica

O conhecimento das estruturas oculares, das patologias e dos distúrbios da visão, é fundamental, para que o examinador inicie uma história clínica com segurança, pois a observação dos sinais e a análise dos sintomas referidos pelo paciente, vão sendo associados facilitando o exame e solucionando com maior eficácia o motivo da consulta.


Os sinais e sintomas devem ser anotados levando-se em conta:

  • Localização, em caso de sinais (nasal/temporal/superior/inferior/360º) e em casos de dor de cabeça (frontal, parietal, temporal, interciliar, occipital);


  • Associado com atividades oculares, após esforço visual, durante a leitura. Duração e freqüência: se amanhecer com os olhos vermelhos/dor de cabeça ou tem dor de cabeça no final do dia. Como ocorrem os sintomas: todos os dias, 1x por semana, muito raramente.



Antecedentes Pessoais:
  1. Devem ser dirigidas perguntas do tipo: Já usou /Usa óculos, há quanto tempo. 
  2. Acidentes envolvendo cabeça: golpe, queda de escada, acidente automobilístico, outros.
  3. História de acidentes oculares: golpe, corpo estranho, objetos cortantes, queimaduras.
  4. Medicamentos em uso.
  5. Cirurgias gerais e oculares realizadas.
  6. Doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão arterial, colesterol, e doenças alérgicas;
  7. Tratamentos oculares realizados x tempo: conjuntivite, calázio;
  8. Internações / atendimento ambulatorial: motivo

Antecedentes Familiares
  1. História de doenças oculares na família como catarata, glaucoma.
  2. História de doenças sistêmicas na família
  3. Problemas refrativos na família, porém descartar uso de óculos na presbiopia porque esta é um processo fisiológico de todo ser humano;
  4. Medicamentos e tratamentos usados pelo parentesco de 1. º grau do paciente.
  5. História de cirurgias oculares na família.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Defeitos refrativos e sua etiologia

Os sintomas produzidos pelo estado refrativo, variam de acordo com a dioptria, problemas associados e a personalidade do paciente.








HIPERMETROPIA


  • Astenopia 
  • Blefaroconjuntivite crônica
  • Fadiga visual
  • Cefaléia frontal interciliar
  • Fotofobia
  • Epífora
  • Prurido
  • Visão embaçada em visão de perto e de longe



MIOPIA

  • Blefaroconjuntivite crônica
  • Fenda estenopêica palpebral
  • Acuidade visual ruim para longe



ASTIGMATISMO

Depende do esforço para manter o círculo de menor difusão. 
O astigmatismo baixo é o que mais sintomatologia produz.

  • Astenopia
  • Visão ruim para longe e perto
  • Blefaroconjuntivite crônica
  • Cefaléia
  • Embaçamentos transitórios
  • Irritabilidade
  • Enjôos
  • Hordéolos recidivantes
  • Posições compensatórias de cabeça
  • Vertigens
  • Salto de letras e salto de linhas durante a leitura



ANISOMETROPIA

Defeito refrativo desigual dos dois olhos.

  • Astenopia
  • Cefaléias
  • Dificuldade para ler
  • Dificuldade na fixação
  • Náuseas
  • Perda de estereopsia
  • Tendência à diplopia



PRESBIOPIA
  
  • Cefaléias que aumentam com o trabalho em visão próxima
  • Fadiga ocular (lacrimejamento)
  • Perda gradual da visão próxima que melhora afastando os objetos


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sintomas visuais mais comuns e suas etiologias

SINTOMAS VISUAIS E POSSÍVEL ETIOLOGIA


  1. Troca de cores nos objetos: Lesões coroidoretinianas.
  2. Halos (anéis) ao redor das luzes: Alterações no cristalino; edema produzido por glaucoma e infiltrações corneais. 
  3. Defeitos no campo visual: Lesão na retina, lesões intracraneanas que afetam as vias ópticas.
  4. Miodesopsias: Opacidades vítreas; toxoplasmose.
  5. Nictalopia: Retinite pigmentaria; glaucoma; miopia não corrigida.
  6. Perda súbita da visão indolor (quando a visão não retorna em 24 horas): Oclusão da artéria ou veia central da retina; neurite retrobulbar; hemorragia macular e vítrea; lesão corneana; glaucoma; descolamento da retina.
  7. Perda gradual da visão indolor (podem durar semanas, meses ou anos): Catarata, ametropias, glaucoma de ângulo aberto, degeneração macular senil, retinopatia diabética, distrofia corneal, atrofia óptica.
  8. Perda transitória da visão (quando a visão volta ao normal dentro de 24 horas e geralmente na primeira hora): quando dura pouco segundo (bilateral): papiledema. Quando dura pouco minuto: amaurose fugaz (bilateral). Quando dura de 10 a 60 minutos: enxaqueca (podendo ser acompanhada ou não de dor de cabeça na seqüência).
  9. Perda da visão com dor: Glaucoma agudo de ângulo fechado, neurite óptica (manifesta dor com o movimento dos olhos), uveíte, ceratocone.
  10. Salto de linhas ou letras: Astigmatismo não corrigido, descoordenação muscular.
  11. Visão embaçada: Defeitos refrativos não corrigidos, alterações patológicas, metamorfópsias. 
  12. Lesões da Retina: Edema ou Descolamento de Retina.
  13. Ardência: Inflamação nas pálpebras (blefarite) ou conjuntiva (conjuntivite), ambientes contaminados, defeitos refrativos e insuficiência de convergência.
  14. Astenopia: Defeitos refrativos não corrigidos, descoordenação muscular.
  15. Diplopia: Constante Monocular: ametropia, opacidade ou irregularidade corneal, catarata, lesões maculares de neurose e subluxação do cristalino. Constante Binocular: tropia traumática recente e paralisia do músculo extraocular, paralisia dos III, IV e VI par cranial, alterações orbitárias (como transtornos relacionados à tireóide). Intermitente Binocular: descompensação de uma foria pré-existente, miastenia grave.
  16. Dor Ocular: corpo estranho, desequilíbrio muscular, uveítes, esforço binocular e aumento da pressão intraocular.
  17. Epífora: obstrução do mecanismo de saída da lágrima, obstrução dos canalículos.
  18. Fotofobia: corpo estranho, lesões corneanas, alterações do cristalino, insuficiência de convergência, defeitos refrativos, descolamento de retina.
  19. Inflamação da pálpebra: blefaroconjuntivite refrativa ou crônica, inflamações locais (hordéolo ou calázio), edema.
  20. Olho Vermelho: glaucoma, uveíte anterior, lesões corneanas, descoordenação muscular (insuficiência de convergência).
  21. Prurido: infecções.
  22. Problemas de enfoque: problemas acomodativos, hipermetropia não corrigida.



Definição de Optometria

A Optometria é uma profissão da área da saúde, especializada nos cuidados primários da saúde visual, que forma optometristas para atuarem de forma independente e multidisciplinar.

É a ciência responsável pelo cuidado primário da visão, atuando na investigação e compensação da visão, através de meios ópticos, além de atuar na prevenção da cegueira, detectando patologias oculares e sistêmicas que afetam a visão, não fazendo uso de medicamentos nem de métodos cirúrgicos.

Para a melhor compreensão da Optometria, é necessário distinguir saúde visual de saúde ocular.

A saúde visual é o exame e a avaliação da função visual, ou seja, do funcionamento do aparelho visual, que quando apresenta alterações visuais, estas possam ser compensadas através do uso de óculos ou lentes de contato.

A saúde ocular é o manejo e diagnóstico das doenças oculares e sistêmicas que afetam a visão e que necessitam de tratamento médico através de medicamentos e cirurgias.

O Optometrista formado com graduação superior, poderá atuar e prestar atendimento visual de maneira independente ou de maneira interdisciplinar, atuando em postos de saúde, hospitais, gabinetes optométricos, convênios de saúde, clínicas integradas, além de prestar serviço optométrico dentro do estabelecimento óptico.