terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tipos de retinoscopia


TIPOS DE RETINOSCOPIA:

  • RETINOSCOPIA ESTÁTICA
  • RETINOSCOPIA DINÂMICA



RETINOSCOPIA ESTÁTICA



OBJETIVO: 

Determinar a refração objetiva para visão de longe, mantendo a acomodação em repouso.



REQUISITOS: 

Que não exista TROPIA em visão de longe.





RETINOSCOPIA DINÂMICA

Existem 6 tipos de retinoscopia dinâmica, porém a mais utilizada e difundida é a técnica dinâmica de Merchan e a que iremos mencionar no ítem a seguir.



OBJETIVO: 

Determinar a refração objetiva para visão de longe mantendo a acomodação ativa, fixando à uma distância próxima.



CARACTERÍSTICAS:


  • MONOCULAR;
  • COM A ACOMODAÇÃO ATIVA;
  • PACIENTE FIXANDO A LUZ DO RETINOSCÓPIO OU A FIGURA IMANTADA NA CABEÇA DO RETINO;
  • REALIZADA A 40 cm DO PACIENTE;
  • DESCONTAR DO VALOR FINAL (-1,25 esf), ESTE É O LAG DA ACOMODAÇÃO DE ACORDO COM A TABELA;
  • É UMA RETINOSCOPIA REALIZADA EM CASOS ESPECIAIS, DE CRIANÇAS NÃO COLABORADORAS, ESTRABISMO E PROBLEMAS ACOMODATIVOS.



REQUISITO: 

O paciente não pode ser afácico.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Retinoscopia


RETINOSCOPIA



Através da retinoscopia, determina-se o erro refrativo ou defeito refrativo do paciente, sem que este intervenha no resultado. 

Esta é a técnica mais importante que um optometrista deve dominar, visto que, além de determinar o defeito refrativo, também é possível obter informação qualitativa do sistema visual através da observação das características do reflexo retiniano (intensidade do reflexo, oscilações de intensidade, oscilações do diâmetro pupilar, etc.).



GENERALIDADES: 


É o método objetivo para investigar, diagnosticar e avaliar os erros refrativos do olho, realizado com base no princípio dos focos conjugados da retina do paciente e o ponto nodal do examinador.

Ao iluminar o olho com a luz do retinoscópio, a retina se comporta como um espelho que absorve e reflete a luz até a pupila do paciente. Este reflexo é o que observa o examinador e serve para determinar o estado refrativo do paciente.




OBJETIVO


Determinar objetivamente o estado refrativo em visão de longe em pacientes que colaboram mantendo a atenção sobre um ponto de fixação.




MATERIAL


  • Retinoscópio

  • Caixa e armação de prova ou foróptero (greens)

  • Optotipos



CARACTERÍSTICAS DO RETINOSCÓPIO:


Existem dois tipos de retinoscópio, segundo o feixe de luz que emitem.
Um em forma de ponto e outro em forma de fenda luminosa. Este último permite observar com maior clareza o eixo do astigmatismo.




DISTÂNCIA DE TRABALHO E VALOR DIÓPTRICO À COMPENSAR


66 cm....................................+ 1.50 D
50 cm....................................+ 2.00 D
40 cm....................................+ 2.50 D
33 cm....................................+ 3.00 D
25 cm....................................+ 4.00 D
20 cm....................................+ 5.00 D
10 cm....................................+ 10.00 D





O sistema óptico do retinoscópio contém um espelho que varia os focos.
O espelho plano reflete os raios paralelos como se viessem do infinito.
O espelho côncavo possui um ponto focal que inverte o efeito dos raios refletidos, por isso o movimento das sombras se observa contrário ao espelho plano, e se utiliza para confirmar o ponto de neutralização.




CARACTERÍSTICAS DO REFLEXO RETINOSCÓPICO


  • TAMANHO: Nos erros refrativos altos ou médios o reflexo é menor que o diâmetro pupilar. No ponto de neutralização a pupila fica cheia (como lua cheia)

  • INTENSIDADE: Em ametropias altas o reflexo é confuso e tênue.

  • VELOCIDADE: Em ametropias altas o deslocamento através da pupila é lento. A medida que se aproxima o ponto de neutralização, aumenta sua velocidade.

  • DIREÇÃO: 
Movimento Contra = MIOPIA 
Movimento a Favor = HIPERMETROPIA



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Refração Com Fenda Estenopeica

REFRAÇÃO COM FENDA ESTENOPÊICA


O objetivo da fenda estenopêica é identificar o eixo do astigmatismo, quando não temos em mãos o retinoscópio.

A vantagem do uso da fenda é que o paciente participa, facilitando assim nosso trabalho.


REQUISITO:

• A refração com fenda estenopêica, é mais eficaz e correta nos casos de acuidade visual menor de 20/30.


TÉCNICA:


  • Oclui-se o olho esquerdo e coloca-se a fenda no olho direito do paciente.

  • Sem lente no olho direito, somente com a fenda, pede-se ao paciente que gire o botão da armação de provas até achar o melhor ponto de visão (eixo). Olhando na tabela de optotipos em uma linha intermediária.

  • Anote o eixo escolhido pelo paciente e sempre preste muita atenção à linha do optotipo que o paciente alcança observar.

  •  Pega-se uma lente negativa e outra positiva de 0.50 D e pergunta-se ao paciente com qual delas vê melhor.

  •  Caso o paciente escolha, por exemplo – 0.50 D, guardamos a + 0.50 D e pegamos a lente de – 0.25 D e novamente perguntamos ao paciente com qual delas vê melhor. Caso o paciente escolheu a – 0.50 D, guardamos a – 0.25 D e apanhamos a – 0.75 D e novamente pedimos com qual delas vê melhor; 
  • Assim por diante até que ele reporte duas vezes ou mais sua preferência pela mesma lente.

  • Anotamos a dioptria e o eixo : EX: - 0.50 D x 90º

  • Depois de definido a primeiro meridiano, inverte-se a posição do eixo, porém desta vez é o examinador que movimenta o botão da armação de prova. O paciente participa apenas respondendo durante o exame.

  • Então, se o melhor meridiano escolhido inicialmente pelo paciente foi 90º , o examinador coloca a fenda à 180º e procede do mesmo modo que os itens E F : EX: - 1.25 D x180º

  • A 90º ele requer – 0.50 D
  • A 180º requer – 1.25 D

  • O resultado final poderá ser expresso de duas formas:
  • a) - 0.50 – 0.75 x 90º
  • b) - 1.25 + 0.75x 180º

  • Ou seja: se obedecermos ao primeiro eixo 90º, tomamos como esférico – 0.50. De – 0.50 até – 1.25, a diferença é de – 0.75, que nada mais é do que a força cilíndrica. O eixo que tomaremos é sempre o mesmo da força esférica encontrado inicialmente pelo paciente.

  • c) Somente mudaremos o eixo escolhido pelo paciente se usarmos a lente transposta.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Tipos de ceratometria

TIPOS DE CERATOMETRIA:

1) Ceratômetro de Javal – Schiotz

OBJETIVO
Medir os raios de curvatura e a potência dos meridianos principais da superfície anterior da córnea e conhecer a natureza da córnea.
MATERIAL
Ceratômetro de Javal

MÉTODO
Ajustar a ocular do ceratômetro ao estado refrativo do examinador. Este passo é muito importante para que a medida obtida seja exata, se a ocular não estiver bem enfocada induziremos um erro na tomada da medida.

Pedir ao paciente que apóie o queixo e a testa em seus respectivos suportes.

Ocluir o OE.

Mover o suporte do queixo para cima ou para baixo até que a altura dos olhos do paciente coincida com a marca que existe no lado esquerdo do suporte do queixo.

Indicar o paciente que olhe o ponto luminoso de fixação que existe no interior do instrumento.

Alinhar o instrumento com o olho do paciente.

Este primeiro ajuste se faz olhando por fora do ocular, alinhando com a alavanca de controle, a marca e a mira do instrumento com o centro da pupila do OD do paciente.

Focalizar e centrar a imagem das miras reflexadas pela superfície anterior da córnea.

Este segundo ajuste é mais preciso.

Realiza-se olhando através da ocular e deslocando o instrumento para frente ou para trás.

Tomar a medida do primeiro meridiano principal horizontal, alinhando a linha de fé das imagens centrais, fazendo-as coincidir tangencialmente, sem que se sobreponham.

Memorize o valor do raio de curvatura, da potencia e o meridiano em que se foi determinada à medida.

Girar o instrumento, 90.º aproximadamente até localizar o outro meridiano principal vertical.

Tomar a medida do segundo meridiano principal vertical, alinhando de novo a linha de fé das miras centrais e, seguidamente, fazê-las coincidir tangencialmente.

Anotar os valores.

Primeiro os valores memorizados do meridiano horizontal, seguidos dos valores que correspondem ao meridiano vertical.

Realizar outra vez todos os passos para o OE ocluindo o OD.

NOTA: o ceratômetro de Javal-Schiotz está composto por duas miras: uma é um retângulo de cor vermelha por uma linha central (linha de fé), e a outra é uma escada dupla de cor verde, também separada por uma linha de fé, cada uma das escalas representa uma dioptria de astigmatismo.

Olhando através do ocular, e graças ao sistema duplo que incorporam estes instrumentos para facilitar a medida, podemos observar sobre a córnea uma dupla imagem de cada mira, duas verdes e duas vermelhas.
Para tomar as medidas somente teremos em conta as miras centrais. Foram escolhidas essas cores que são complementarias para que, se as miras se superpõem. Se veja a parte superposta de cor branca.
Quando duas miras estiverem alinhadas faz-se a leitura do aparelho.


MEDIDA

Primeiro realiza-se a medida de um dos meridianos principais da córnea.
Para que a medida seja perfeita deve-se girar o suporte das miras do queratômetro com comando de medida, até conseguir um perfeito alinhamento das miras centrais. Em seguida, ajustamos as miras de tal forma que ambas fiquem tangenciais entre si, sem que se superponham nem se separem. Nesta posição tem que se memorizar a medida do raio e a potencia corneal que nos vem indicada, em mm e dioptrias respectivamente. Uma vez realizada esta primeira medida giramos o instrumento aproximadamente 90.º em busca do outro meridiano principal da córnea.

Ao buscar o segundo meridiano principal pode ocorrer: Que as miras se mantenham unidas tangencialmente; indicam que não existe astigmatismo corneal.
Exemplo 1: valor de astigmatismo da face anterior da córnea no OD: O valor da potencia astigmática é a diferença que existe entre os dois meridianos. O valor do eixo do astigmatismo vem dado pelo meridiano de menor potencia. 90.º -0,25dpt
Astigmatismo corneal inverso, por ser o meridiano horizontal de maior potencia.

Exemplo 2: Valor do astigmatismo da face anterior da córnea no OE: 0.º -0,50dpt
Astigmatismo corneal direto, por ser o meridiano vertical de maior potencia.

Exemplo 3: A diferença que existe na potencia dos meridianos do OD é de 0,05 mm; isto implica que o valor do astigmatismo corneal é de 0,25dpt e o eixo do astigmatismo é a 90.º por ser este meridiano o de menor potencia.
Valor do astigmatismo corneal do OD: 90.º - 0,25 dpt

NOTA: é conveniente repetir em cada olho, um par de vezes a medida ceratométrica.


2) Ceratômetro de Helmholtz

OBJETIVO
Determinar o raio de curvatura e a potencia dos meridianos principais da face anterior da córnea e conhecer a natureza da córnea.

MATERIAL
Ceratômetro de Helmholtz (B&L)

MIRAS
Alinhar até sobrepor os sinais de – e +
Faz-se então a leitura do aparelho.

MÉTODO
Ajustar a ocular do ceratômetro ao estado refrativo do examinador. Este passo é muito importante para obter valores exatos.

Pedir ao paciente que apóie o queixo e a testa nos respectivos suportes;

Ocluir OE

Ajustar a altura dos olhos do paciente até que estes coincidam com uma marca que existe ao lado esquerdo do suporte do queixo.

Alinhar o nivelador visual do ceratômetro com a abertura palpebral temporal do OD.

Indicar ao paciente que os dois olhos devem estar abertos e que deve fixar na imagem do olho que se vê reflexada no centro do instrumento.

Deslocar suavemente o ceratômetro horizontalmente, até que o examinador observe, sem mirar através da ocular, a imagem da mira ceratométrica reflexada sobre a córnea.

Olhar através da ocular

Mover verticalmente o instrumento até que a cruz central vista através da ocular fique no centro do círculo inferior que está situado mais à direita.

Focalizar a imagem reflexada, movendo o instrumento para frente o para trás, até que se consiga que o círculo inferior e mais à direita que se vê inicialmente desdobrado seja visto uma imagem simples, de maneira que somente se vejam três círculos na imagem que se reflexa sobre a córnea.

Manter constantemente o enfoque e tomar a medida do meridiano horizontal, superpondo os sinais positivos, com o comando à esquerda. Em seguida tomar a medida do meridiano vertical superpondo os sinais negativos com o comando da direita. Ambos comandos são girados alternativamente até que as cruzes e os sinais negativos estejam alinhados.

Realizar outra vez todos os passos para obter as medidas do OE.

No caso de estar diante de um astigmatismo oblíquo, se observará que a imagem dos três círculos se está focalizada sobre a córnea, mas os sinais positivos e negativos da imagem reflexada da mira não coincidem, estão desalinhadas.

Neste caso devemos atuar: primeiro girando o corpo do instrumento até alinhar os sinais positivos e negativos, em seguida superpor os sinais positivos e negativos para poder obter a medida dos meridianos principais.


VALORES NORMAIS - Os valores normais da potencia ou poder da superfície anterior da córnea estão compreendidos entre 48,25dpt a 39,75dpt e o valor dos raios de curvatura corneais estão compreendidos entre 7,00 mm – 8,50 mm.

Anotação dos resultados ceratométricos - A anotação optométrica dos valores ceratométricos é a seguinte:

OD: 44,50 Dpt a 10º // 43,00 Dpt a 100

OE: 44,75 Dpt a 5 // 44,25 dpt a 95

Exemplo 1: valor do astigmatismo da face anterior da córnea no OD: O valor da potencia astigmática é a diferença que existe entre os dois meridianos. O valor do eixo do astigmatismo é dado pelo meridiano de menor potencia. 100º -1,50dpt

Astigmatismo corneal inverso, por ser o meridiano horizontal de maior potencia.

Exemplo 2: Valor do astigmatismo da cara anterior da cara ou face anterior do OE: 95º -0,50 dpt Astigmatismo corneal inverso, por ser o meridiano horizontal de maior potencia.



FORMAS DE ANOTAÇÃO DA QUERATOMETRIA

1) Meridiano Horizontal /Meridiano Vertical x Eixo + Plano

2) Meridiano + Plano/ Meridiano + Curvo x Eixo Meridiano + Plano

3) Cilindro Eixo + Plano/ Meridiano + Plano

4) Meridiano Horizontal x Eixo/Meridiano Vertical x Eixo

O cilindro é a diferença.

MIRAS OVALADAS: Astigmatismo Corneal Alto.
MIRAS ENTRECORTADAS: Cirurgia Refrativa, Corpo Estranho.
MIRAS DISTORCIDAS: Queratopatias, Patologias Corneais.