quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Tipos de acuidade visual



  1. ACUIDADE VISUAL SEGUNDO O OPTOTIPO
  2. ACUIDADE VISUAL SEGUNDO A VISÃO DE CADA OLHO OU AMBOS
  3. ACUIDADE VISUAL SEGUNDO A DISTÂNCIA DO OPTOTIPO
  4. ACUIDADE VISUAL SEGUNDO A CORREÇÃO


1. SEGUNDO O OPTOTIPO:
  • ACUIDADE VISUAL MORFOSCÓPICA: baseia-se no mínimo separável e refere-se a AV medida com optotipos em linha, em que o paciente deve identificar corretamente mais da metade das letras de uma fileira, para que esta seja considerada válida.

  • AV ANGULAR: baseia-se no mínimo visível, em que são utilizados optotipos com cartelas individuais de figuras ou caracteres. É utilizada geralmente em casos de ambliopia ou para crianças muito pequenas e não colaboradoras.


2. SEGUNDO A VISÃO DE CADA OLHO OU AMBOS
  • MONOCULAR: toma-se a AV em cada olho por separado. Começando sempre pelo OD (olho direito) e OE (olho esquerdo ocluído) e vice-versa.

  • BINOCULAR: toma-se com ambos olhos desocluídos, em visão de longe e visão de perto, sem correção e com correção, sendo sempre maior que a monocular.



3. SEGUNDO A DISTÂNCIA DO OPTOTIPO
  • VISÃO DE LONGE: 6 metros

  • VISÃO DE PERTO: 33 cm a 40 cm



4. SEGUNDO A CORREÇÃO:
  • S/C (sem correção óptica)

  • C/C (com correção óptica)




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Acuidade visual


Os propósitos básicos de toda a prática refrativa, é determinar e melhorar a acuidade visual.

A acuidade visual (AV) é um dos componentes do sentido da visão. 
É um ato clínico importante pela informação que contém, como também, pelas correlações clínicas, refrativas e patológicas detectadas através da sua realização.

Define-se como a capacidade de identificar objetos muito pequenos (letras, números ou figuras), de acordo com uma escala de diferentes tamanhos, disposta a uma determinada distância e com iluminação constante e regular. 

Estas letras, números ou figuras se chamam optotipos.

Podemos dizer que a AV é o poder que tem o olho em discriminar em detalhes os objetos.

Divide-se em:

  • Acuidade visual central: esta é tomada para longe e perto e avalia a área macular da retina;
  • Acuidade visual periférica: corresponde à periferia da retina e é avaliada através dos exames de campo visual;
  • Visão cromática e de contraste: é avaliada através dos testes de visão de cores e de sensibilidade ao contraste.

Acuidade Visual é a menor imagem retiniana que podemos reconhecer através do menor objeto que pode ser claramente observado a uma determinada distância.

Em 1862, Snellen propôs o emprego da letra E nos testes de mensuração subjetiva da AV e suas tabelas foram difundidas na I Guerra Mundial como medida da acuidade visual. Cada optotipo da tabela de AV tem um formato tal, que pode ser colocado num quadrado cujo tamanho é cinco vezes maior que os braços que compõem a letra. Estes quadrados, ou seja, a letra completa, formam um ângulo visual de 5’ quando vistos a uma distância específica.

A avaliação da AV depende do tamanho do ângulo visual, ou seja, o ângulo formado pelas duas linhas traçadas das extremidades do objeto até a retina, passando pelo ponto nodal do olho.

Para produzir-se uma imagem do tamanho mínimo, o objeto deve ter um ângulo visual mínimo de um minuto (1’). Cada detalhe (pedaço) da letra de Snellen tem um ângulo visual de 1’. A letra completa tem um ângulo visual de 5 minutos (5’) a uma distância estabelecida, que geralmente é de 6 metros.

Para medir a AV, se mostram os optotipos em tabelas ou projetores standarizados.
A pessoa deve dizer qual é a menor letra que enxerga.
A AV normal é 5/5, que também se pode expressar como 20/20 ou 6/6 ou 1,0.

Quando existem ametropias, a AV encontra-se geralmente diminuída e esta é a causa mais freqüente de consultas.

A distância deve estar de acordo com a escala de AV do optotipo utilizado. Geralmente a distância para visão de longe é de 5 a 6 metros e a distância para visão próxima é de 33cm a 40cm.






domingo, 5 de janeiro de 2014

Exame optométrico, anamnese e a história clínica do paciente

exame optométrico é realizado pelo optometrista, com a finalidade de identificar o estado motorsensorial e funcional do sistema visual, bem como compensar o defeito refrativo encontrado, através da prescrição de lentes, ou remeter o paciente ao especialista necessário, psicólogo, oftalmologista, terapeuta ocupacional, clínico geral, neurologista dentre outros.


Objetivos da anamnese:

  • Identificar o problema principal pelo qual o paciente veio à consulta, assim como problemas secundários.
  • Permitir uma visão generalizada do caso. 
  • Orientar na solução do problema principal da consulta.
  • Controlar a evolução do caso e a resposta ao tratamento.
  • Ajudar na investigação clínica e epidemiológica.


PARTES DA HISTÓRIA CLÍNICA:


  1. DADOS DO PACIENTE
  2. ANAMNESE
  3. ACUIDADE VISUAL
  4. OPTOTIPOS
  5. EXAME EXTERNO
  6. EXAME SENSORIAL
  7. EXAME MOTOR
  8. EXAME REFRATIVO
  9. PROVA AMBULATORIAL
  10. DIAGNÓSTICO
  11. CONDUTA
  12. CONTROLE


ANAMNESE:

Consiste na entrevista, deve conter toda a história de saúde geral e ocular do paciente.
Tem a finalidade de identificar o motivo principal da consulta.
Precisar dados sobre a sintomatologia.
Dialogar com o paciente, facilitando-lhe conhecer os perfis psicológicos, sociais, culturais e econômicos.
Avaliar a informação.

I. MPC: motivo principal da consulta
II. Sinais e sintomas
III. Antecedentes pessoais
IV. Antecedentes familiares


Sinais e Sintomas (sintomatologia)
• Sinal:
É a manifestação objetiva da doença, física ou química, diretamente observada pelo profissional, ou seja, quando o examinador percebe alguma alteração.

• Sintoma:
Quando o paciente reporta (narra) o que sente, para o examinador:
cefaléia (dor de cabeça), visão borrada para longe ou perto, defeitos no campo visual, moscas volantes, perda súbita da visão, diplopia, dor ocular, ardência, prurido ocular, sensação de corpo estranho, etc.
É a sensação referida pelo paciente.



Sintoma divide-se em 3 categorias básicas:

• Anormalidades da visão: dificuldade de visão para longe e/ou perto, etc.

• Anormalidades de aparência ocular: olho vermelho, lacrimejamento, etc.

• Anormalidades de sensação ocular: dor e desconforto.



sábado, 4 de janeiro de 2014

Observações importantes sobre a anamnese na consulta optométrica

O conhecimento das estruturas oculares, das patologias e dos distúrbios da visão, é fundamental, para que o examinador inicie uma história clínica com segurança, pois a observação dos sinais e a análise dos sintomas referidos pelo paciente, vão sendo associados facilitando o exame e solucionando com maior eficácia o motivo da consulta.


Os sinais e sintomas devem ser anotados levando-se em conta:

  • Localização, em caso de sinais (nasal/temporal/superior/inferior/360º) e em casos de dor de cabeça (frontal, parietal, temporal, interciliar, occipital);


  • Associado com atividades oculares, após esforço visual, durante a leitura. Duração e freqüência: se amanhecer com os olhos vermelhos/dor de cabeça ou tem dor de cabeça no final do dia. Como ocorrem os sintomas: todos os dias, 1x por semana, muito raramente.



Antecedentes Pessoais:
  1. Devem ser dirigidas perguntas do tipo: Já usou /Usa óculos, há quanto tempo. 
  2. Acidentes envolvendo cabeça: golpe, queda de escada, acidente automobilístico, outros.
  3. História de acidentes oculares: golpe, corpo estranho, objetos cortantes, queimaduras.
  4. Medicamentos em uso.
  5. Cirurgias gerais e oculares realizadas.
  6. Doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão arterial, colesterol, e doenças alérgicas;
  7. Tratamentos oculares realizados x tempo: conjuntivite, calázio;
  8. Internações / atendimento ambulatorial: motivo

Antecedentes Familiares
  1. História de doenças oculares na família como catarata, glaucoma.
  2. História de doenças sistêmicas na família
  3. Problemas refrativos na família, porém descartar uso de óculos na presbiopia porque esta é um processo fisiológico de todo ser humano;
  4. Medicamentos e tratamentos usados pelo parentesco de 1. º grau do paciente.
  5. História de cirurgias oculares na família.